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O médico do Grêmio, Márcio Dornelles ainda se espanta com a gravidade da batida para gerar a fratura. Ao mesmo, exalta a capacidade do equatoriano em ter resistido tanto tempo sem dor.
– A imagem é feia, lateral e um quebrado bem no meio do queixo. Foi criminal, não é lance de jogo. Mas ele é galo, a adrenalina desse cara para seguir. Em nenhum momento ele disse que estava com dor. No intervalo, disse que estava “tranquilo”. Estava com dor, quando baixou, começou a inchar – disse Dornelles.
A cirurgia na face do equatoriano está marcada para a próxima quarta-feira, com retorno aos treinamentos previsto para 30 dias. Durante três semanas, o jogador terá de se alimentar apenas com líquidos. As informações foram passadas pelo médico Márcio Bolzoni, em entrevista coletiva na tarde desta segunda, no CT Luiz Carvalho.
- Fatalidade é quando dois atletas se chocam em uma batida de cabeça. Cotovelo na face não é fatalidade, é agressão. Foi de muita intensidade, a mandíbula é um osso bastante forte. Há que haver muita intensidade. Nós não temos como aceitar isso como um lance fortuito do futebol, como foi dito. Não é verdadeiro. Embora não esteja aqui para julgar isso, foi um trauma de bastante intensidade para provocar duas fraturas na mandíbula de um jovem de 25 anos - comentou Bolzoni.
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O atacante do Grêmio sofreu as fraturas ao ser atingido pelo cotovelo do lateral Willian, em dividida aos 3 minutos do clássico Gre-Nal de domingo, na Arena. Ainda permaneceu em camo durante todo o primeiro tempo. No intervalo, foi levado direto ao Hospital Mãe de Deus, onde está internado.
A previsão inicial dava conta de que ele poderia voltar a fazer trabalhos um pouco antes e pudesse atuar ainda na fase de grupos da Libertadores. Com a volta aos treinamentos apenas no início de abril, é possível que o atacante perca também os jogos com LDU, em Quito, e Toluca, na Arena.
Serão três semanas apenas tomando líquidos. Para um atleta, pode ser prejudicial. O Grêmio, claro, tomará as medidas para que isso não aconteça. Mas serão 30 dias sem atividades físicas mais fortes, com possibilidade de trauma, para que ocorra a cicatrização. Bolzoni não conseguiu explicar como o equatoriano aguentou todo o primeiro tempo em campo, mesmo com as fraturas.
Fonte:GloboEsporte.com
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