Foto: Marlon Costa
Na derrota por 1 a 0, diante do Atlético-PR, o Santa Cruz criou oportunidades para marcar gols. Foram, pelo menos, três claras: duas com Everaldo e uma com Grafite. Nada de bola na rede. Trata-se de um problema aparente nos últimos dois jogos - o outro foi contra o Sport. Como a arma do técnico Milton Mendes é o contra-ataque quase sempre mortal, o estilo de jogo dos tricolores tem sido prejudicado.
- Nossa equipe jogou bem, rodamos a bola contra o Atlético-PR. Só não conseguimos fazer o gol. Tivemos marcação em cima dos nossos atacantes, que não conseguem dominar. Tivemos cinco rodadas bem, e até no primeiro lugar. As outras equipes começam a estudar mais a gente e temos de arrumar artifícios para driblar isso. Mas meus jogadores estão muito bem - minimizou o técnico Milton Mendes.
No jogo contra a Chapecoense - empate por 1 a 1 -, o Santa levou pressão. De novo, no entanto, pôde fazer um gol, lance que nos pés de Grafite, artilheiro da Série A, com seis, ao lado de Bruno Rangel. O ídolo coral desperdiçou a oportunidade. Contra o Sport e o Atlético-PR, o time passou em branco e está há 219 minutos sem marcar. Pouco para quem começou o Brasileirão a todo vapor, aproveitando a maioria dos lances criados - inclusive nas goleadas de 4 a 1 sobre Vitória e Cruzeiro.
O Santa Cruz tinha até a última rodada o melhor ataque da competição, com 11 gols. Mas foi ultrapassado pelo Palmeiras, que venceu o Grêmio, por 4 a 3 - o Verdão agora tem 13.
- Nossa qualidade tem de ser refletida em gols. Queria ganhar o jogo contra o Atlético-PR. É a mesma equipe de quando cheguei. Só Everaldo que jogou contra o Atlético-PR. Estamos no nosso caminho, na nossa luta e mostramos que o campeonato não vai ser fácil. Nosso orçamento é de R$ 15 mi contra times que têm mais de R$ 400 milhões.
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