Foto: Adelson Carneiro
O novo adversário do Santa Cruz é um velho - e querido - conhecido do técnico Milton Mendes. O Atlético Paranaense foi a casa do treinador por cinco meses no ano passado. Em entrevista após o primeiro treino da equipe tricolor, em Curitiba, na sexta-feira, deu para sentir a ligação dele com o antigo clube. Por lá, Mendes não poupou elogios ao Furacão e à torcida rubro-negra. Não à toa, é fato que conhece como ninguém o agora adversário, mas entende a situação apenas como uma "vantagem teórica". Ajuíza que, na hora do confronto, qualquer proveito do tipo cai por terra.
- Tenho um carinho muito especial por essa torcida. Eles estiveram sempre ao meu lado e tenho um carinho não só por ela, mas por todos os jogadores, o presidente, todos do clube. Tivemos um momento muito intenso e é uma felicidade grande retornar à Arena, agora como adversário. Que vença quem produzir mais.
No Furacão, o técnico coordenou 28 partidas pelo Brasileirão, três pela Copa Sul-Americana e duas pela Copa do Brasil. Mais do que números, Milton carrega um bom conhecimento sobre o "modus operandi" da equipe rival. No entanto, não acredita que o conhecimento sobre o time traga muitas vantagens.
- É uma vantagem teórica. Eles também me conhecem, sabem a forma como jogo. Mas depois que começa o confronto, a dinâmica, todas as nuances da partida, tudo isso transforma um pouco as ideias e práticas quanto aos jogadores, ao que as circunstância exigem.
Foto: Giuliano Gomes
O carinho que rasga pela equipe se estende ao período fora de sua gestão. Sobre o atual técnico, Paulo Autori, Mendes se definiu como "admirador" dentro e fora das quatro linhas.
- É meu amigo. Quando se tem uma sinergia de conversas sobre a vida pessoal, torna-se amizade. Já conversei muitas coisas minhas, ele sobre as dele, ideias profissionais, objetivos de vida. Sou admirador dele.
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